O que fazer em Kathmandu, no Nepal – Incluindo dicas de locomoção e custos!

Planejando uma viagem pelo Nepal? Veja neste post o que fazer em Kathmandu, incluindo dicas de como se locomover, onde se hospedar e todos os custos de nossa passagem por esta incrível cidade do Himalaias.

Boudhanath Kathmandu
Boudhanath

O que fazer em Kathmandu

Todos os filmes famosos que contam as trajetórias daqueles que vão até o Nepal para escalar o Everest começam em Kathmandu. Já percebeu? E já que estamos falando de bons filmes, foi em Kathmandu que o Doutor Estranho desenvolveu suas habilidades. Quem aí também é fã dos filmes da Marvel levanta a mão 🙋🏼‍♀️ Quem não é, não tem problema. Porque o post nem é sobre filmes mesmo…hahaha.

Mas deixando os blockbusters de lado, como comentei mais acima, todos aqueles que chegam ao Nepal para escalar o Everest chegam em Kathmandu. Entretanto se você, assim como eu, também não tem USD 40.000,00 para escalar o famoso monte (sim, escalar o Everest custa TUDO isso ou mais), veja as demais atrações de Kathmandu neste post.

Onde se hospedar em Kathmandu

Nós nos hospedamos nos hotéis Zen Bed & Breakfast e no Mitra Garden Inn. Pagamos em média USD 7,00 por um quarto duplo com banheiro privativo.

Encontre seu hotel em Kathmandu clicando neste link. Você não paga nada a mais por isso, mas nos ajuda a manter o blog recheado de dicas 😊

Boudhanath

Distante 11 km do centro está a Stupa Boudhanath, um dos monumentos budistas mais importantes de Kathmandu e que desde 1979 pertence a lista de Patrimônio Mundial da Unesco.

Boudhanath é o templo budista tibetano mais sagrado do mundo fora do Tibet e também uma das maiores stupas semi-esféricas do mundo.

A Stupa (ou Estupa) é um dos símbolos mais importantes do Budismo. Uma Stupa muitas vezes abriga relíquias sagradas em seu interior, como restos mortais (cinzas) de pessoas importantes para o budismo. Quando uma Stupa é construída, diz-se que ela tem um forte impacto nos arredores. Ela diminui as forças negativas e encoraja a harmonia entre os seres.

Confesso que fui visitar Boudhanath com o coração apertado, pois não sabia o que encontraria depois do terremoto. O trabalho de restauração do templo já havia sido feito e ela estava lá, linda, gigante e imponente.

Como Chegar: Basta pegar um micro-ônibus na rua Jamal Sadak – Em frente ao Vishwajyoti Mall. O bilhete custa NPR 20,00 por pessoa, ou USD 0,20.

Quanto Custa: A entrada para Boudhanath custa NPR 400,00 por pessoa, ou USD 3,50.

Amideva Buddha Park

Quem me conhece sabe que quanto mais colorido for, mais eu amo! Então nem preciso falar muito sobre o Amideva Buddha Park. Esse lugar incrível que fica aos pés da colina onde está situado o Swayambhunath, o Templo dos Macacos.

São três estátuas de Buda gigantes, todas lindas e COLORIDAS! E a do meio é a maior estátua de Buda de todo o Nepal. E o melhor de tudo: a entrada para o parque é livre. E de lá é só seguir ladeira acima para a próxima atração da lista:

Como Chegar: Basta pegar um micro-ônibus no Sorhakhutte. O bilhete custa NPR 15,00 por pessoa, ou USD 0,15.

Quanto Custa: É de graça.

Swayambhunath (Monkey Temple)

Swayambhunath, ou Templo dos Macacos, é um complexo religioso budista e hindu a noroeste de Kathmandu. O Templo fica no topo de uma colina e rende uma vista panorâmica maravilhosa do vale.

Considerando a subida íngrime para se chegar até lá, considere um dia inteiro para explorar o local com calma.

A Stupa que podemos ver neste templo (foto abaixo) é a mais antiga do gênero em todo o Nepal. E além dela você também poderá visitar um mosteiro tibetano, um museu e até uma biblioteca no complexo de Swayambhunath.

Swayambhunath Stupa

Registros históricos evidenciam que a Stupa Swayambhunath já era um importante destino de peregrinação budista no século 5 d.C. Mas suas origens, no entanto, datam de muito antes.

Existem também uma coleção de lendas sobre o local. Uma delas fala sobre um lótus milagroso plantado por um antigo Buda. Este lótus floresceu no lago e cobriu o Vale de Kathmandu. O lótus irradiava misteriosamente uma luz brilhante, por isso o nome do lugar passou a ser Swayambhu, que significa “auto-criado ou auto-existente”.

Santos, sábios e divindades viajavam para o lago para venerar essa luz milagrosa por seu poder em conceder a iluminação. E esta é a teoria mais aceita para explicar o início da peregrinação à Swayambhunath.

Monges também fazem selfies, ué!?

A história é bacana e tal. Mas você ficou curioso para saber o porquê do nome Templo dos Macacos. Por que, afinal, Templo dos Macacos?

Por causa desses caras aí. Que são tão bonitinhos, né? E são mesmo. Super fofos! Só não dê bobeira com sua comida perto deles 😜

São fofos! Mas roubam sua comida!
Lá se foi meu suco…

Como Chegar: Basta pegar um micro-ônibus no Sorhakhutte. O bilhete custa NPR 15,00 por pessoa, ou USD 0,15.

Quanto Custa: A entrada para2Swayambhunath custa NPR 400,00 por pessoa, ou USD 1,80.

Kathmandu Durbar Square

Antes da unificação do Nepal o país era formado por pequenos reinos. E três reis da época travaram uma espécie de competição para ver quem construía a maior e mais bonita praça. As chamadas Durbar Square (Praças Durbar), que hoje representam o que restou desses antigos reinos.

Durbar Square é o nome usado para descrever tanto as praças quanto as áreas dos antigos palácios reais do Nepal. Existem três Praças Durbar no Vale de Katmandu: a Kathmandu Durbar Square, a Patan Durbar Square e a Bhaktapur Durbar Square. Todas Patrimônio Mundial da UNESCO. E todas bastante afetadas pelo terremoto ocorrido em 2015.

Esta da foto abaixo é a Durbar Square, que fica no centro da cidade de Kathmandu. E assim como as demais, vem recebendo um intenso trabalho de restauração pós terremoto.

Kathmandu Durbar Square
Kathmandu Durbar Square antes do terremoto
Kathmandu Durbar Square depois do terremoto

Como Chegar: Dá para ir a pé até a Kathmandu Durbar Square, especialmente se você estiver hospedado na região da Thamel.

Quanto Custa: A entrada para a Kathmandu Durbar Square custa NPR 1.000,00 por pessoa, ou USD 10,00.

Patan Durbar Square

Localizada na cidade de Lalitpur, a terceira maior cidade do Nepal, está a Patan Durbar Square.

Uma manhã inteira é bem suficiente para andar por toda a praça. E se você quiser comprar mochilas (cópias ou originais), ou mesmo souvenirs e roupas, saiba que o mercado nas redondezas da praça é um dos lugares onde encontramos os melhores preços.

Durbar Square
Patan Durbar Square antes do terremoto
Patan Durbar Square depois do terremoto

Como Chegar: Basta pegar o ônibus circular de cor verde no ponto bem em frente ao Tundikhel Park, próximo ao Ratna Park. O bilhete custa NPR 15,00 por pessoa, ou USD 0,15. Obs.: esses nomes todos você encontra facilmente no Google Maps ou no Maps.Me.

Quanto Custa: A entrada para Patan Durbar Square custa NPR 1.000,00 por pessoa, ou USD 10,00.

Bhaktapur Durbar Square

A uma distância de 13 km de Kathmandu está a Bhaktapur Durbar Square, a mais bonita de todas em minha humilde opinião.

O complexo é bem grande e composto por quatro praças distintas: Durbar Square, Taumadhi Square, Dattatreya Square e Pottery Square. A mais afetada pelo terremoto foi a Durbar Square.

Bhaktapur Durbar Square
Bhaktapur Durbar Square antes do terremoto
Bhaktapur Durbar Square depois do terremoto
Pottery Square
Pottery Square
Dattatreya Square depois do terremoto
Kama Sutra
Imagens do Kama Sutra nas paredes do Templo
Bhairavnath Temple e Taumadhi Square – vista do alto do Nyatapola Temple

Como Chegar: Basta pegar o micro-ônibus no Bhaktapur Bus Park. O bilhete custa NPR 25,00 por pessoa, ou USD 0,25.

Quanto Custa: A entrada para Bhaktapur Durbar Square é a mais cara de todas, custa NPR 1.500,00 por pessoa, ou USD 14,00.

Nagarkot

Na volta de Bhaktapur vale a pena passar em Nagarkot para apreciar o pôr do sol com vista para os Himalaias:

Nagarkot

Pashupatinath

O Templo de Pashupatinath é um templo dedicado ao deus Shiva. É um dos quatro locais religiosos mais importantes da Ásia para os devotos deste deus hindu.

Construído no século 5, Pashupatinath é o maior complexo de templos do Nepal. Estende-se pelos dois lados do rio Bagmati, rio este considerado sagrado pelos hindus.

Acompanhar uma cerimônia de cremação neste templo foi uma das experiências mais incríveis que pude vivenciar nesses dias que passei no Nepal. Foi tão marcante e tão incrível que fiz um post específico sobre, veja aqui.

A Thamel

O centro da doidera, dos mochileiros e dos turistas do mundo todo. A Thamel é uma rua e um centro comercial no coração de Kathmandu.

É na Thamel onde você encontra a maioria dos albergues, bares, restaurantes e agências de turismo que vendem os mais variados passeios. Por lá também há inúmeras lojas de material de trekking, roupas, sapatos, lembrancinhas e milhões de outras coisas que você pode ou não precisar.

Quem não se perder pela Thamel não pode dizer que visitou Kathmandu…rs.

Nepal Handicraft

O Everest

Como comentei mais acima, escalar o famoso monte custa no mínimo USD 40.000,00. É muito dinheiro para o meu pobre bolso.

Mas se você quiser ter a experiência de sobrevoar o Monte para vê-lo de mais pertinho, saiba que nem é necessário vender um rim 😅

Eu sobrevoei o Everest em um voo da Buddha Air e conto como foi a experiência neste outro post super caprichado. Basta clicar aqui para ver.

A maconha no Nepal

Até a 1973 a maconha (assim como o ópio) era legalizada no Nepal. O país era o destino mais descolado para os apreciadores da erva, especialmente durante a era Hippie.

Já esteve em Amsterdã? Podemos dizer que até 73 os viajantes encontravam no Nepal as mesmas maravilhas encontradas na famosa cidade holandesa. Porém, a alegria e felicidade de muitos chegou ao fim. Em 1973 a maconha passou a ser ilegal no Nepal.

Herb

Mas o fato mais curioso é que ainda hoje, caminhando pela periferia, você encontra um monte de pés de maconha crescendo por todo lado, feito capim. Mas o consumo é ilegal podendo gerar desde multas e repreensões até anos de cadeia.

O consumo só é liberado para os Sadhus (esses aí da foto mais abaixo), sendo permitido a eles o uso em rituais religiosos. Pois reza a lenda que os Sadhus fumam maconha pois estariam simplesmente imitando o deus Shiva, que também fumou a erva durante sua passagem por Kathmandu. Será?

Visto

Brasileiros precisam de visto para visitar o Nepal. Veja neste outro post como obter o visto na chegada no aeroporto de Kathmandu.

Lembre-se do Seguro Viagem!

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6 Comentários

  1. Muito legal ser post sobre o Nepal…adoro conhecer lugares assim! Mas minha dúvida é….vc acha que é tranquilo viajar com uma criança de 2 anos? É provável que a gente precise usar o carrinho para bebe em alguns locais pois ela n aguenta longas caminhadas.

    • Oi Eveline, tudo bem?
      Usar o carrinho de bebê pode ser meio complicado em algumas áreas. As ruas não são bem conservadas e calçadas nem sempre existem. Nós vimos muitas famílias viajando com crianças por lá. Mas muitas utilizavam aquele “sling”, sabe?
      Talvez vocês tenham certa dificuldade para utilizar o carrinho sim. Mas não é uma impossível com um bebê não, só é um pouco mais difícil.
      Bjos

  2. Camila, amei o blog. Seu relato é perfeito para uma mochileira não tão rutz como eu. Sua escrita é clara e dá dicas preciosas de como economizar sem perder a festa! Parabéns, fiquei fã. (Ainda não encontrei meu par wanderlust, mas sua história me deu esperança haha).