Guia completo sobre o Myanmar – Roteiros, Custos e Dicas!

Visitar o Myanmar era um grande desejo que nós tínhamos. Ficamos 15 dias no país e nos apaixonamos pelas pessoas, pelas cidades, pelos templos, pela comida e, especialmente, pela cerveja barata.

Confira neste post informações práticas que vão lhe ajudar a planejar sua viagem pelo Myanmar. Incluímos nosso roteiro de 15 dias no país, diversas dicas e todos os custos desta viagem por este cantinho tão especial do Sudeste Asiático.

Myanmar
O sol nascendo em Bagan

O que fazer no Myanmar

Nós passamos 15 dias no Myanmar e durante este tempo conhecemos as cidades e atrações listadas abaixo. Clique nos nomes para ver o post específico sobre cada local:

Os dias que não estão contemplados acima referem-se aos dias de deslocamento entre um local e outro, nós fizemos tudo de ônibus. No total foram 10 dias só de passeios e 5 dias entre descanso e deslocamento. Porém, se você for menos preguiçoso que nós, dá até para fazer este mesmo roteiro em 12 dias, por exemplo. Ou até menos! Caso você também opte por voar.

O povo do Myanmar

Nós amamos o povo do Myanmar. Os birmaneses são de longe as pessoas mais simpáticas com as quais tivemos contato nesses quase dois anos viajando pelo mundo. A cada esquina ganhávamos sorrisos e, muitas vezes, pedidos para tirar foto.

A palavra ‘Mingalabar”, cuja pronúncia é “Min-Ga-La-Bá“, é usada como cumprimento, serve como bom dia, boa tarde e boa noite. A tradução literal seria algo parecido com “é uma benção”. Pra mim era como o “Namastê” da Índia. Em suma, distribua “Mingalabars” e seja feliz.

Essa pasta no rosto dela é o Thanaka, um cosmético natural

Moeda do Myanmar

A moeda do Myanmar é o Kyat Birmanês.

Em janeiro de 2020 a cotação era de USD 1 = MMK 1.533,04.

Myanmar
Moeda do Myanmar

Preço da cerveja no Myanmar

A cerveja local é a homônima Myanmar. Encontramos chopp de 400ml por MMK 850,00, ou seja, míseros USD 0.50. Imagina a nossa alegria!? Tinha chopp por esse preço em diversos lugares, inclusive em restaurantes em Bagan, a área mais turística do país.

Em Mandalay nós bebemos chopp em um bar super bacana por USD 1. O bar ficava no rooftop do Apex Mandalay Hotel, o prédio mais alto da cidade. Imagine assistir ao pôr do sol, em um bar super bacana, no prédio mais alto da cidade, bebendo chopp por USD 1?

➡️ Veja a matéria completa sobre Mandalay clicando aqui

Telefonia e Internet no Myanmar

A conexão de internet era boa em todos os hotéis onde nos hospedamos, mesmo nos mais baratinhos. Compramos um chip da operadora local (a Telenor) em uma barraquinha na rua, na região central de Yangon. Pagamos MMK 1.500,00, aproximadamente USD 1 por um pacote de 1GB.

Resumindo, este é mais um país onde é possível estar o tempo todo conectado por valores bem econômicos, sem ficar dependendo de Wi-Fi gratuito. Óia que beleza!?

Myanmar
Chip da operadora local Telenor – vendido na rua

Água

Em diversos templos nós encontramos filtros de água potável (e geladinha) para encher a garrafa sem ter que pagar nada. Além da economia isso nos ajudou a não gerar muito lixo.

Não vimos filtros espalhados pelas ruas em geral, como na Tailândia. Mas como as principais atrações do país são os templos, você pode encher sua garrafa em diversos lugares.

Meios de locomoção

Nós atravessamos o Myanmar de ônibus, inclusive cruzamos a fronteira da Tailândia para lá de ônibus também. Entre as cidades mais turísticas como Yangon e Mandalay você encontra ônibus super confortáveis fazendo o trajeto.

➡️  Veja neste post como nós fomos de Yangon para Mandalay de busão.

  • Yangon – em Yangon nós usamos o Grab (um APP como o Uber que funciona super bem em diversos países da Ásia), andamos de tuk-tuk e a pé.
  • Mandalay – para explorar a região central de Mandalay é possível alugar uma bicicleta. Aliás, tem vários hotéis que oferecem bicicleta de graça. Mas nós fizemos tudo caminhando, andamos pra caramba! E para explorar os arredores de Mandalay nós alugamos uma scooter, porque saía bem mais barato do que contratar um tour.
  • Bagan – para explorar os templos de Bagan nós alugamos um moto elétrica. Alugar uma bicicleta também era uma opção, mas como as atrações são distantes umas das outras, a moto elétrica é melhor para otimizar o tempo.
  • Hpa-An – idem para Hpa-An, tinha opção de alugar bicicleta ou scooter. Mas para aproveitar melhor o dia nós escolhemos alugar uma a scooter.

Acomodação no Myanmar

Hospedagem no Myanmar não é algo tão barato, especialmente quando comparamos com a média de valores de hotéis de outros países do Sudeste Asiático. Pagamos em média USD 25 por quartos duplos com banheiro privativo e com ar condicionado.

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Visto para o Myanmar

Brasileiros precisam de visto para visitar o Myanmar. Você pode solicitar o visto em uma das embaixadas espalhadas pelo mundo, ou solicitar o e-Visa, o visto online.

O valor para o visto costumava ser mais barato quando solicitado na embaixada do Myanmar em Bangkok, por exemplo. Mas recentemente o valor subiu e acabou ficando o mesmo tanto para solicitar na embaixada quanto pela internet. Por isso, fazer o pedido do visto no conforto de sua de sua casa pelo computador passou a ser a opção mais interessante.

O processo para solicitar o visto online para o Myanmar é super simples. Custa USD 50 e não leva mais de 15 minutos.

➡️ Veja aqui o passo a passo para solicitar o visto do Myanmar pela internet.

visto para o Myanmar
Visto para o Myanmar

Comida típica

Novamente falhamos no quesito comidas típicas. Mas o que podemos dizer é que comida no Myanmar é algo bem barato.

Encontramos diversos restaurantes que vendiam comida no estilo chinês, com arroz, vegetais e carnes variadas. Os noodles também estavam presentes em todos os lugares. Achamos a comida um pouquinho oleosa, mas bem boa no geral.

Nosso banquete de USD 3.00 em Yangon

Como se vestir no Myanmar

As principais atrações do Myanmar são os templos e pagodas, ou seja, monumentos religiosos onde as pessoas vão para meditar e fazer suas orações, são lugares sagrados onde mostrar demais o corpo pode ser visto como falta de respeito. Por isso existe um dress code:

Mulheres – blusas regata, tomara que caia (ou com decotão), saias e shorts curtos não são bem-vindos;

Homens – em alguns templos o Lázaro pôde entrar com uma bermuda com comprimento abaixo dos joelhos, em outros não. Camiseta regata também não pode.

A maioria dos templos empresta um tecido para você cobrir o corpo, caso esteja com uma roupa inadequada. Mas se você quiser andar precavido, coloque uma canga na bolsa/mochila, ela servirá como lenço para cobrir os ombros e como saia longa para cobrir as pernas.

Outra dica bacana: você vai precisar tirar o sapato para entrar em TODOS os templos. Vá de chinelo que será bem mais prático. Ah! E não pode entrar nem de meias nos templos.

Quando visitar o Myanmar

A melhor época para visitar o país é entre os meses de novembro e fevereiro, quando ainda não faz tanto calor. De março a maio as temperaturas podem passar dos 40 graus em regiões como Bagan e Mandalay. Se puder, é bom evitar.

Nós visitamos o Myanmar durante o mês de fevereiro e achamos sensacional! Em Bagan até fez frio de madrugada e no começo da manhã. O único porém é que esta é uma época seca e a humidade relativa do ar estava baixa.

Yangon
Média de temperaturas anuais e volume de chuva em Yangon

Lembre-se do Seguro Viagem!

Além de ser obrigatório em diversos países e exigido na imigração, o Seguro Viagem ainda te garante uma trip sem preocupações, já que ele te dá cobertura até se a sua mala for extraviada. Uma super mão na roda!

Por isso nossa sugestão é fazer uma boa busca através da Segurospromo, um site que compara preços e te apresenta uma série de opções. Além disso, ao utilizar nosso código CASALWANDERLUST5 você ainda ganha 5% de desconto na hora! Faça já sua cotação clicando aqui ou no link abaixo:

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É Birmânia ou Myanmar, afinal?

Recentemente encontrei uma amiga de infância que me contou, feliz da vida, que havia se casado na Birmânia. Eu logo a corrigi, dizendo que ela havia se casado no Myanmar. Mas afinal, qual das duas estavam certas sobre o nome do país?

O Myanmar não existia como entidade única até ser colonizado pelo Reino Unido no século XIX. Tornou-se independente em 1948 e adotou o nome que os colonizadores usavam, Birmânia. Em 1989 o governo militar mudou o nome do país de Birmânia para Myanmar, na ocasião Rangoon também se tornou Yangon.

Mas a troca de nomes continua sendo um problema no país. Muitos grupos de oposição política e étnica continuam a usar “Birmânia” porque não reconhecem a legitimidade do governo militar governante ou sua autoridade para renomear o país. Internacionalmente a mudança foi reconhecida pelas Nações Unidas e por países como a França e o Japão, mas não pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido, por exemplo.

O nome oficial do país é República da União de Myanmar, mas em 2016 a líder Aung San Suu Kyi fez uma declaração dizendo que os estrangeiros são livres para usar qualquer um dos nomes, “porque não há nada na constituição do país que diga que você deve usar qualquer termo em particular”. Então sinta-se a vontade para usar o nome que mais lhe agradar.

Segurança no Myanmar

Viajar pelo Myanmar é super seguro! Mas pode ser que você ainda tenha certo receio por conta das notícias que vez ou outra são divulgadas pela grande mídia, com relação aos conflitos que ainda ocorrem no país.

Contudo as áreas do país que não estão em conflito são bastante seguras, e nas regiões onde há conflito o turismo é proibido.

Entenda os conflitos

90% da população do Myanmar é budista e os conflitos recentes acontecem entre budistas e o povo rohingya. Os rohingya são uma minoria étnica muçulmana que vive, predominantemente, no estado de Rakhine. Seus membros não são oficialmente reconhecidos pelo governo como cidadãos, portanto quase todos os seus direitos lhes são negados: saúde e educação, por exemplo.

Há décadas a maioria budista birmanesa é acusada de submetê-los a discriminação e violência. Desde 2017, mais de 720.000 muçulmanos rohingyas fugiram da violência cometida por militares birmaneses e milícias budistas, uma crise que a ONU classificou como “genocídio”. Por conta da fuga migratória, hoje os rohingya constituem a maior população apátrida do mundo.

Aung San Suu Kyi é considerada a principal líder do país e é conhecida no mundo por ser ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 1991. Entretanto, atualmente ela tem sido muito criticada no exterior por seu silêncio sobre o destino da minoria rohingya no Myanmar, inclusive uma das principais organizações de defesa dos direitos humanos da Coreia do Sul chegou a anunciar que vai retirar um prêmio concedido a ela em 2004, por conta de sua “indiferença” frente à crítica situação no país.

Nos resta torcer para que tudo se resolva da melhor maneira possível. Mas se você quiser ver mais sobre o conflito, clique aqui.

Gastos de um mochilão pelo Myanmar

Nossa média de gastos no Myanmar foi de USD 19 por dia, por pessoa. Neste valor só não está incluído o custo da passagem aérea.

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