Casal Wanderlust

Roteiro de 8 dias pela Garden Route

Todo mundo que já planejou uma viagem pela África do Sul já ouviu falar da famosa Garden Route, ou Rota Jardim, em Português. Uma das estradas mais lindas do mundo!

Paisagem pela Garden Route

Depois de passar por Joanesburgo e Durban nós fizemos uma viagem de 8 dias pela Garden Route, partindo de Port Elizabeth rumo à Cape Town.

Apesar da Garden Route estar situada oficialmente entre o Tsitsikama River Mouth até Mossel Bay (que é apenas uma parte do trajeto entre Port Elizabeth e Cape Town), vamos citar aqui neste post todas as atrações que visitamos pelo caminho.

Dia 1 – Jeffreys Bay e Cape St Francis 

No primeiro dia nós dirigimos pela N2 de Port Elizabeth até Jeffrey’s Bay, a cidade do surf. E ainda visitamos St. Francis Bay e Oyster Bay.

Jeffrey’s Bay

Jeffrey’s Bay é mundialmente conhecida pelo surf e nós passamos por lá durante o Corona Open J-Bay de 2017. Infelizmente não a tempo de ver o brasileiro Filipe Toledo vencer o campeonato, mas conseguimos ver a final de pranchas longas.

Jeffreys Bay

As atividades na cidade estão basicamente relacionadas com o mar. Você pode aprender a surfar, ver baleias, passear pelas praias e até mesmo saltar de paraquedas.

➡️  Veja um post completo que fizemos sobre Jeffreys Bay clicando aqui.

E além do surf e de belas praias, em Jeffrey’s Bay há uma série de lojas de fábrica das principais marcas de surfwear, tais como Billabong, Element e Rip Curl.

Cape St. Francis

A 30 minutos de Jeffreys Bay está a pacata Cape St Francis, também considerada como um dos melhores pontos de surf no mundo. Além das belas paisagens, por lá você poderá visitar um centro de reabilitação de pinguins e o farol Seal Point Lighthouse.

Cape St Francis Seal Point Lighthouse

Dica de hospedagem

Em Jeffreys Bay nós nos hospedamos no African Ubuntu Backpacker. Um albergue super descolado com opções de quartos individuais, compartilhados e camping. Ainda tivemos um super café da manhã incluído no valor da diária que veio bem a calhar.

💰  Valor para um quarto duplo com banheiro compartilhado USD 30,00.

Dia 2 – Paul Sauer Bridge, Storm River Mouth e Bungy Jump

De Jeffrey’s Bay, ainda pela N2, nós seguimos até Plettenberg. E no caminho entre as duas cidades há uma série de atrações imperdíveis!

O Parque Nacional Tsitsikamma é uma área protegida na Garden Route. Em 6 de março de 2009, foi amalgamado com o Parque Nacional Wilderness e várias outras áreas de terra para formar o Parque Nacional Route Garden.

Paul Sauer Bridge

Nosso primeiro ponto de parada foi na Paul Sauer Bridge. A parada na verdade é em um posto de gasolina onde você encontrará um centro de informações turísticas, banheiros, restaurantes, etc.

Debaixo da ponte há uma passarela que te permite caminhar por debaixo dela, atravessando a pista, o que te permite ter uma ótima visão de sua majestosa construção.

Paul Sauer Bridge – parece, mas não é daqui que o povo salta de Bungy Jump – pegadinha do malandro…rs

Storm River Mouth

Storm River Mouth foi um dos pontos altos do nosso segundo dia viajando pela Garden Route. Um lugar tão lindo que faltam palavras para descrever. E dentro do parque há uma série de opções de atividades, tais como trilhas, canoagem, mergulho, cachoeiras e essa ponte suspensa que sempre renderá boas fotos, especialmente em dias de sol 😉

A Ponte Suspensa de Storm River Mounth

O maior Bungy Jump do mundo

O maior Bungy Jump de ponte do mundo também fica pelo caminho. São 216 metros de pura adrenalina. Nós saltamos e foi SENSACIONAL!

➡️  Veja um post completo que fizemos sobre nosso salto de Bungy Jump clicando aqui.

Dica de hospedagem

Nós nos hospedamos em Plettenberg, no Albergo for Backpackers e pagamos USD 33,00 por um quarto duplo com banheiro compartilhado. Mas eles também tem opções de quartos compartilhados e camping.

Dia 3 – Plettenberg

Plettenberg, que também é conhecida como “Plett”, é uma das principais cidades da Garden Route. E o ponto alto de Plettenberg com certeza é o Robberg Nature Reserve. Um parque que contém uma área protegida de 8 km e que nos presenteou com uma das mais belas vistas de toda a Garden Route. Veja se não é de tirar o fôlego:

Robberg

💰  A entrada do parque custa USD 3,00 por pessoa.

➡️  Veja um post completo que fizemos sobre Plettenberg clicando aqui.

Dica de hospedagem

No terceiro dia nós já dormimos em Knysna, cidade que seria nosso próximo destino. Alugamos um quarto pelo Airbnb com banheiro individual (aleluia) e pagamos USD 23,00.

Dias 4 e 5 – Knysna

Em nosso quarto dia nós exploramos a cidade de Knysna – que se pronuncia “náisna”, não confunda com Nárnia, afinal para ir para Nárnia você precisaria de um guarda-roupas…rs.

Conhecida como a “pérola” da Garden Route por suas belas paisagens, a cidade é protegida do Oceano Índico pelas “Heads”, um par de monolíticos de arenito, que cria uma estreita passagem conectando o oceano a uma lagoa bem no meio cidade.  A lagoa tem cerca de 18 km2 e é casa para mais de 200 espécies de peixes, sendo um importante estuário para a vida marinha da região.

Grande parte da beleza da cidade é devido a essa dupla, the head e a lagoa, que formam um cenário esplendoroso de se ver!

➡️  Veja um post completo que fizemos sobre Knysna clicando aqui.

Dia 6 – Wilderness, Oudtshoorn e Cango Caves

Deixamos Knysna bem cedo na manhã seguinte com a intenção de chegar em Oudtshoorn, cidade famosa pelas fazendas de avestruzes e pela Cango Caves.

Wilderness

Para chegar a Oudtshoorn é preciso sair da Garden Route, deixando a N2 e pegando a N12 em direção ao interior do estado. Mas no caminho fizemos questão de passar por Wilderness, pequena cidade que faz parte da Garden Route, onde paramos no Dolphin Point e no África Map.

O Dolphin Point nada mais é do que um mirante de onde se tem uma linda vista do mar e onde também é possível ver baleias e golfinhos. O África Map é outro mirante com a vista para o encontro de dois pequenos rios. O local tem este nome pois o recorte do relevo feito pelos rios é parecido, segundo os moradores, com o formato do mapa do continente. Não achamos tanta semelhança assim, mas acho que os nossos olhos é que não estavam bem treinados 👀

Você consegue ver o mapa do continente africano? Com boa vontade até que dá, né?

⚠️  Vale ressaltar que Wilderness possui outras atrações, nós que acabamos optando por não estender nossa estadia por lá.

Partimos de Wilderness e aproximadamente 100 km depois chegamos na Cango Caves em Oudtshoorn.

Cango Caves

Um complexo formado por túneis e grandes câmaras com aproximadamente 4 km de extensão, sendo que algumas passagens tem somente 40 cm de altura, onde é necessário arrastar-se para conseguir passar por elas. Habitada a mais de 80.000 anos atras pelos San, um dos primeiros grupos a habitar a África do Sul, e redescoberta pelos descendentes de holandeses em 1780. Acredita-se que a caverna começou a ser formada há mais de 20 milhões de anos e conta com algumas estalagmites e estalactites com mais de 3 milhões de anos 😵

cango caves garden route

Cango Caves

Atualmente é possível fazer dois tipos de visitação. O circuito tradicional que tem duração de aproximadamente 1h e permite andar pelo primeiro quilômetro da caverna. A visita é guiada e o guia vai explicando sobre a história do local durante a visitação. Para os mais corajosos, é possível fazer o Adventure Tour, com duração de 1h30m, e atravessando passagens com 60 cm e 40 cm de altura. Nem precisamos dizer que esta opção não é recomendada para quem sofre de claustrofobia. Né? Imagine!

Uma representação em tamanho real de como são algumas passagens estreitas do Adventure Tour!!!

O tour normal acontece de hora em hora das 9h às 16h e o adventure ocorre a cada 1h30m das 9h30m às 15h30m. O valor do tour normal, em julho de 2017, era de USD 8,25 e de USD 12,00 para o adventure.

➡️  Veja um post completo que fizemos sobre a Cango Caves clicando aqui.

Dia 7 – Mossel Bay

Nós adoramos Mossel Bay! A Santos Beach, o Cape St Blaize, o Museu Bartolomeu Dias e o Point of Human Origins são as atrações imperdíveis da cidade.

Cape St Blaize

➡️  Veja um post completo que fizemos sobre Mossel Bay clicando aqui.

Dica de hospedagem

Nós ficamos 3 noites no The Backpack Shack, um hostel construído recentemente dentro do hotel Portao Diaz. Você pode se hospedar em quartos novos, com móveis feitos a partir de material reciclado, pagando bem barato e ainda aproveitar as comodidades do hotel – inclusive a piscina.

Nós pagamos USD 18,00 por um quarto duplo com banheiro privado (a hospedagem mais barata de toda a Garden Route), mas também há opção de quartos compartilhados.

Dia 8 – Cape Agulhas e Cape Town

Em nosso último dia nós dirigimos de Mossel Bay até Cape Town. Foi uma viagem bastante longa, quase 7 horas dirigindo.

Mas antes de nosso destino final nós passamos por Cape Agulhas, o local onde oficialmente acontece o encontro dos oceanos Índico e Atlântico.

Cape Agulhas

Esse foi o roteiro que nós fizemos. Algumas pessoas revolvem parar mais tempo em alguns lugares, outras não acham tão interessante o que nós achamos o maior barato, enfim. Nós adoramos esses 8 dias em que percorremos esse trajeto cheio de atrações belíssimas.

Esperamos que tenha gostado. E talvez você possa gostar também:

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10 comentários sobre “Roteiro de 8 dias pela Garden Route

  1. ferscafi

    Ficou muito legal esse roteiro! Eu fiz o trajeto contrário de Cape Town para Port Elizabeth, mas fazendo um desvio para algumas vinícolas da Rota 62 e aí não deu para parar em vários dos lugares desse post!

    1. CASAL WANDERLUST Autor da Postagem

      Obrigada, Fê!
      Nós adoramos fazer a Garden Route “ao contrário”, indo de PE em direção à Cape Town.
      Pq assim a cereja do bolo ficou para o final..hehehê
      Ainda não fomos para as vinícolas. Estamos ansiosos!
      Beijos

  2. Laura

    Que roteiro fantástico, Camila! E as fotos? A cada post de vocês, a vontade de conhecer esses lugares aumenta!

    1. CASAL WANDERLUST Autor da Postagem

      Mi, sem um carro é complicado sim.
      Tem a opção do Baz Bus, mas para duas pessoas sai mais caro que alugar um carro.
      Se vcs tiveram bastaaaaante tempo até dá para tentar ir com as minivans, ou de ônibus.
      Mas para alguns parques infelizmente vcs vão precisar de um carro 🙁

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